31 de mar de 2017

Resenha/Livro: A Casa de Hades


Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje trago a resenha do quarto livro da série Os Heróis do Olimpo, do autor Rick Riordan: A Casa de Hades.
Já fiz resenha aqui no blog dos três primeiros livros da série, e você pode conferi-las clicando nos links abaixo:
Para saber mais sobre o que eu achei da minha leitura de A Casa de Hades, clique em continue lendo.






Título Original: The House of Hades
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 496






Sinopse
A tripulação do Argo II enfrenta dias difíceis. Inimigos espreitam no caminho para a Casa de Hades e o moral da equipe está baixo após a perda de dois integrantes importantes em Roma. Para chegar às Portas da Morte e tentar impedir o despertar de Gaia, nossos heróis Hazel, Jason, Piper, Frank e Leo vão precisar fazer alianças perigosas, encarar deuses instáveis e combater os asseclas enviados pela sanguinária Mãe Terra para detê-los. A situação é ainda pior para Percy e Annabeth. Após caírem no Tártaro, os dois passam fome, sede e sofre com diversos ferimentos enquanto são caçados por vários inimigos que derrotaram ao longo dos anos e que agora surgem das sombras em busca de vingança. A única esperança da dupla de voltar para o plano mortal reside em encontrar as Portas da Morte e fechá-las de uma vez por todas. No entanto, uma legião de monstros fiéis a Gaia defende as Portas, e nem Percy nem Annabeth estão em condições de enfrentá-la.

Opinião
Na minha última resenha da sequência destes livros, do livro A Marca de Atena, me recordo de tê-lo descrito como uma “injeção de ânimo” após o extremo desapontamento que tive com o segundo livro – e um pouco do primeiro livro também – da série Os Heróis do Olimpo. A Marca de Atena teve todos os atributos necessários para que minha animação com esses livros voltasse com tudo, e fizesse com que eu me lembrasse dos motivos pelos quais eu me apaixonei pela mitologia grega e pela história de Percy Jackson e os Olimpianos. Eu gostaria de poder dizer que A Casa de Hades me trouxe os mesmos sentimentos.
Antes de poder atribuir a culpa pela minha não muito agradável experiência com a leitura desse livro apenas ao livro em si, penso que devo uma explicação sobre alguns motivos externos que fizeram com que essa experiência não fosse tão boa quanto foi com o terceiro livro da série.
Se você acompanha meu blog, provavelmente já sabe de como anda a minha relação com as leituras atualmente. Tem ficado cada vez mais difícil ler livros por puro prazer, sem me preocupar com outras situações da minha vida pessoal. Por este motivo, minhas leituras têm sido lentas, extensas e cansativas. Esse é um dos motivos pelo qual A Casa de Hades se encaixou em uma leitura não muito agradável.  
O outro motivo pode ser explicado pela aparição da minha falta de interesse por livros que fazem parte de séries. Durante toda a minha vida eu li livros que faziam parte de séries ou trilogias, e raramente tive leituras de livros individuais. Em algum momento isso começaria a me fazer falta, não é? E esse momento acabou surgindo no meio da minha leitura do livro A Casa de Hades. Tanto é que, se vocês me acompanharem no Skoob (você pode me adicionar clicando aqui), vocês perceberão que os livros escolhidos para leitura nesse ano de 2017, serão em maioria livros individuais.
Portanto, antes de se assustar ou sentir certa hesitação antes de comprar a série de Os Heróis do Olimpo ou ler o livro A Casa de Hades, tente considerar que pelo menos 50% da minha não muito agradável experiência com o livro tenha sido provida de situações de vida pessoal, e não completamente atribuídas ao livro e a história em si.
Dito isso, posso finalmente dizer por que o quarto livro da série Os Heróis do Olimpo não foi, de longe, uma injeção de ânimo para mim.
Durante muito tempo, antes mesmo de começar essa série de livros, vi muitas pessoas comentando que o quarto livro da série era o melhor de todos, e eu de certa forma, infelizmente, acreditei nessas pessoas, criando uma expectativa muito maior em uma leitura que acabou não sendo tudo isso. A verdade é que, quanto mais livros sobre esse assunto o Rick Riordan cria e publica, mais fica difícil com que um desses livros se torne o melhor, ou pelo menos muito bom, como os livros da série Percy Jackson e os Olimpianos eram.
Uma certa vez vi um vídeo de uma resenha que dizia que a série de Os Heróis do Olimpo era completamente inútil para o acréscimo da primeira série lançada por Rick Riordan sobre o tema mitologia grega. Lembro de ter ficado indignada com a palavra que a pessoa usou para descrever uma série toda de livros e ignorei aquela resenha, acreditando que não seria o mesmo para mim. Veja só, o tempo passou, e agora eu quase concordo completamente com aquela pessoa.
A Casa de Hades foi basicamente o livro que me serviu como um “ponto histórico” de onde eu comecei a perceber que tudo aquilo que eu estava lendo não era realmente útil para a composição da história ou como uma sequência de Percy Jackson e os Olimpianos. Quando paro para observar a quantidade de páginas que os livros dessa série têm, fico indignada. 300 e 400 páginas de situações que poderiam ser completamente descartadas, que hoje eu nem me lembro mais que li.
Com o decorrer da leitura, percebe-se que se chega a um ponto em que nenhuma outra situação futura é uma surpresa, que nenhuma outra situação te deixa empolgado, aflito ou tenso. É possível prever cada fala, cada aventura, cada desafio, cada passo de cada personagem durante todo o livro. É claro, não sabemos quais monstros aparecerão, por quais motivos querem derrotar os heróis, qual será exatamente a fala de cada personagem e mais dessas específicas situações que necessitam de mais detalhes; mas, com toda a certeza, depois de um certo tempo de leitura, é possível entender como cada aventura funciona, como cada capítulo é composto, como cada personagem reage, seja ele herói ou inimigo. Tudo é pré-determinado, e repetido depois em todas as outras situações. Tudo passa a ser a mesma coisa, e nada mais é uma surpresa agradável, nada te traz outro sentimento que não seja uma certa indiferença. É tudo previsível demais.
Com essa constante repetição dos fatos, outra coisa acabou me entristecendo muito. A personalidade de cada um dos personagens principais acabou se perdendo. É claro, eles ainda continuaram possuindo suas características marcantes que faz com que seja capaz de diferenciarmos os mesmos, mas ainda assim, pelo fato de sempre repetirem as mesmas ações e os mesmos pensamentos, todos acabaram ficando, de certa forma, “iguais” para mim.
Entretanto, apesar desses pontos fortes que fizeram com que A Casa de Hades não me agradasse da forma que deveria ter agradado, ainda assim é uma história divertida e uma boa forma de passar o tempo. Continuo sendo fã da forma com que Rick Riordan aborda o tema da mitologia grega de forma tão casual, moderna e jovem, e ainda gosto de ler sobre as aventuras que os personagens que nós aprendemos a amar com o tempo passam. Talvez o único defeito que tenha feito com que a minha animação para com essa série específica de livros fosse decaindo, seja justamente a repetição dos fatos, a forma com que tudo se tornou previsível e nada mais é uma surpresa agradável de se ler. Talvez se Rick houvesse inovado um pouco na hora de narrar suas aventuras mitológicas nessa nova série, tudo teria sido diferente.
Portanto, apesar de ter me divertido lendo A Casa de Hades, passei a maior parte do tempo refletindo sobre como tudo estava sempre igual e como nada daquilo tinha a necessidade de ter sido escrito. Foi uma boa leitura, no mínimo, mas nada mais do que isso.

Capa
Como as duas últimas capas dos livros dessa série, a capa de A Casa de Hades é igualmente linda. A composição de cores exemplifica muito bem a situação pela qual os personagens do livro passam.




Marcações
Não tivemos muitas marcações nesse livro, mas as poucas que tiveram valeram a pena.


"[...] a magia não é boa e nem má. Trata-se de uma ferramenta, como uma faca. Uma faca é má? Só se o seu dono for mau." 

"- Todas as escolhas implicam riscos" 

"- Diga que não tenho os meus truques - gabou-se Passalos.
- Tudo bem - disse Acomon. - Você não tem os seus truques." 
Desculpa, eu achei engraçado...

"Continue a descer, disse a si mesmo.
Cheesebúrgueres, respondeu seu estômago.
 Cale a boca, pensou.
Com fritas, protestou o estômago."
Essa citação me descreveu completamente, tive que marcar.

"- Essa doninha flatulenta outra vez - reclamou Leo. - Se essa coisa soltar um pum assim tão perto do meu fogo, vamos explodir."
Eu juro que ri muito com essa frase, desculpa. 

"- Muito bem, Zhang. Agora você pode mandar Octavian se atirar contra a própria espada."
Para quem é fã da série, sabe que esse é o desejo de todos nós. 

"Quando se afastaram da costa, o céu escureceu, e mais estrelas surgiram.
Percy estudou as constelações, as mesmas que Annabeth tinha ensinado a ele tantos anos antes.
- Bob mandou um 'oi' - disse para as estrelas."
:'(

Nota:

Então é isso pessoal! Pretendo ler o último livro da série, fazer a resenha do mesmo e, por fim, gravar um vídeo falando sobre minhas considerações finais sobre a série Os Heróis do Olimpo num todo, para melhor esclarecer a minha relação com a mesma.
Espero que tenham gostado da resenha e não me odiado por isso! Se gostaram, deixem o curtir lá em cima ao lado do título (não se esqueçam de confirmar) e comentem o que acharam!
Até mais!

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