3 de fev de 2017

Resenha/Filme: Animais Fantásticos e Onde Habitam


Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje trago a resenha de um filme que muitíssimos fãs de Harry Potter esperaram MUITO para assistir: Animais Fantásticos e Onde Habitam.
Para saber mais sobre minha opinião a respeito, clique em continue lendo.






Lançamento: 17 de novembro de 2016
Duração: 2h13min
Dirigido Por: David Yates
Gênero: Fantasia, Aventura
Nacionalidade: EUA, Reino Unido






Sinopse
O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova Iorque com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.

Trailer

Opinião
Para quem acompanha o blog não é uma novidade que eu seja uma das maiores fãs de Harry Potter, e que essa série de livros escrita pela maravilhosa J. K. Rowling basicamente definiu o meu futuro como escritora, me influenciando completamente à escrever e finalmente publicar o meu primeiro livro (que você pode conhecer clicando aqui). Não é uma novidade que Harry Potter faz parte da minha vida há muito tempo e continuará fazendo, provavelmente, até o fim dela.
Existem diversas postagens sobre o universo de Harry Potter nesse blog, como o Projeto que criei especialmente para ele (que você pode conhecer clicando aqui) e, é claro, a minha incrível madura e sensata reação ao primeiro trailer lançado do filme que resenharei para vocês hoje (clique aqui para analisar o meu surto). Portanto, posso concluir que, com essas informações, vocês leitores devem estar se precipitando em algumas questões: “Como poderei confiar em uma resenha de um filme sobre o universo de Harry Potter escrita por uma fã do mesmo? Só terá elogios! ”; e é aí que eu digo que você se engana, caro leitor! Mas, antes das duras críticas que serei obrigada a fazer, vamos passar por um momento fangirl, então se prepare psicologicamente para os próximos parágrafos do texto.
Logicamente assistir ao retorno da minha série favorita no mundo aos cinemas foi extremamente emocionante e incrível. Eu infelizmente não pude acompanhar o lançamento de todos os 8 filmes anteriores ao cinema, mas sentar na cadeira para assistir Animais Fantásticos e Onde Habitam fez com que a sensação fosse a de ter acompanhado todos os lançamentos dos filmes de Harry Potter desde o início. Os arrepios e a vontade de chorar eram incontroláveis.
Ter novamente esse contato com a magia, o vocabulário, os figurinos, os animais, os bruxos, as varinhas, os feitiços e enfim, tudo desse maravilhoso mundo, trouxe um misto de sensações. De início, a estranheza. É realmente esquisito e estranho ter que se reaproximar desse mundo de magia sendo apresentado sob outros pontos de vista, sob outras localidades, outras histórias, outros personagens. É quase difícil se acostumar à essa nova perspectiva quando já passamos por 8 filmes e 7 livros contanto como a vida do bruxo Harry Potter era. Mas, felizmente, pelo menos para mim, particularmente, essa estranheza logo foi embora e o sentimento que o dominou foi de conforto, amor e nostalgia.

"Eu quero ser um bruxo."
Sabe aquele abraço quentinho no frio? Sabe quando seguramos aquela caneca com achocolatado bem quente para esquentar as mãos ou aquele cobertor enorme que nos envolve? Sabe quando seu coração dá aquela esquentadinha como se estivesse se acomodando em um lugarzinho cheio de lembranças e memórias que te fazem muito bem? Pois então, essas sensações podem ser utilizadas para descrever como me senti depois do choque de estranheza. Foi basicamente uma volta para casa.


Passado o momento fangirl, podemos seguir para as reais críticas do filme.
Não, o filme DE LONGE não é ruim. É um filme incrível, e posso jurar a todos vocês, leitores do meu blog ou apenas curiosos, que isso não se remete ao simples fato de eu ser fã da série.
Eu me lembro de pensar involuntariamente, a cada nova cena na tela, o quanto aquele filme era incrível. As batalhas, os efeitos especiais, o ambiente sombrio e misterioso e toda a ação que a obra dispõe aos seus espectadores faz valer cada centavo gasto na sala do cinema (ou DVD, se esse for o caso de outras pessoas). 






Mas, apesar de acreditar fielmente de que esse seria um filme considerado incrível não só pelos fãs, mas por qualquer um que se dispusesse a assisti-lo, por outro lado acredito que gostar da obra não significa que todos iriam ENTENDER a obra.
Não digo isso pelo fato de ter um enredo complicado ou uma metáfora que poucos podem entender; longe disso. Digo isso apenas pelo fato de se tratar da volta de um universo mágico extenso, originado pelas histórias do bruxo criado pela J. K. Rowling: Harry Potter.
Apesar de Animais Fantásticos e Onde Habitam não ter um livro especificamente feito a partir da história retratada do filme e não se tratar exclusivamente do mesmo assunto que os outros oito filmes lançados tratavam, de uma forma ou de outra ele é como um galho dessa grande árvore.
É claro que nenhum filme lançado relacionado a esse mágico universo será criado apenas para quem leu os sete livros ou assistiu os oito filmes. Não existe essa EXCLUSIVIDADE. Animais Fantásticos e Onde Habitam permite que outras pessoas além dos próprios fãs da série que o originou possam desfrutar de sua história sem conhecer totalmente o mundo de Harry Potter. Mas, vamos combinar, vai ser bem difícil para essas pessoas, não é?
Portanto, eu diria que para um fã de Harry Potter esse filme pode trazer sensações semelhantes às que eu tive ao assisti-lo, mas para uma pessoa que não conhece nada sobre esse universo, pode muito facilmente trazer apenas confusão e aquela famosa sensação de estar perdido. Eu aconselho, se você se encaixar nessa segunda categoria, que procure saber um pouco sobre o universo em que se encontra o filme ou assista com alguém que seja um fã. Fazer uma dessas duas coisas pode aliviar as sensações que eu imagino e suponho que possam surgir no meio do caminho.
Dito isso, posso concluir o pensamento de que é um filme realmente incrível, contagiante, empolgante e muito gostoso de assistir. Mas, como quase todo filme que assisto, pude observar algumas características que não me agradaram muito depois de algum tempo de reflexão (acreditem, essa resenha não seria dessa maneira se eu tivesse escrito minutos depois de ter assistido ao filme).
Como já disse, apesar de Animais Fantásticos e Onde Habitam não ser realmente originado de um livro que contenha a história contada no filme, eu esperei saber um pouco mais do que realmente foi contado sobre o personagem principal, Newt Scamander. Afinal, ele é o dono dos animais fantásticos e escritor do livro que faz parte da biblioteca de Hogwarts. Mas, o filme não gira em torno disso.
É claro, posso dizer que não girar exatamente em torno de Newt e sua história tem pontos negativos e positivos, pois claramente um filme centrado apenas nesse personagem em questão não seguraria muitas pessoas no cinema durante duas ou três horas.  Mas, de qualquer forma, acredito que o mesmo poderia ter sido muito mais explorado do que realmente foi. Acredito que poderiam sim ter perdido um tempinho a mais do início do filme para dar uma introdução melhor a Newt, sua história, seus objetivos. Há alguns detalhes e informações soltas pela narrativa, mas ainda assim não achei que foi suficiente.
Gosto de pensar que essa situação irá mudar com a sequência dos filmes (que, para quem não sabe, terão mais 4). Gosto de pensar que a história dos próximos filmes será muito mais centrada no mesmo e fará com que Newt tenha uma importância muitíssimo maior do que teve nesse primeiro filme. É assim que mantenho meu pensamento de que essa nova série de filmes sobre Newt Scamander não foi criada apenas como uma desculpa para explorar outros assuntos totalmente distantes do que a franquia dá a ideia de ser e é claro, ganhar mais dinheiro.









Outro problema que pude notar posteriormente nas reflexões que tive sobre o filme são os atores e suas atuações. Embora eu esteja aqui defendendo a ideia de que Newt Scamander merecia um destaque maior na narrativa do que realmente eu achei que teve, o ator que o interpreta acabou me deixando um pouco desconfortável depois de um tempo. E não só ele, como também a atriz que interpreta a personagem Porpentina Goldstein, Katherine Waterson, e, é claro, o polêmico Johnny Depp interpretando (talvez isso seja um spoiler, então fiquem alertas) Gerardo Grindelwald.
Newt acabou me incomodando depois que li um comentário em alguma página no Facebook relacionada ao mundo de Harry Potter do qual eu acabei, infelizmente, concordando: ele parece não ter saído do papel de Stephen Hawking, do filme A Teoria de Tudo. O seu modo de se locomover, suas expressões faciais, de mover a cabeça, de falar ou de simplesmente olhar, basicamente quase toda a sua atuação como Newt acabou me lembrando subitamente do seu outro personagem em seu outro filme. Tudo bem, não temos o personagem Newt descrito em algum livro como os outros personagens do universo de Harry Potter para termos uma base e alguma coisa a se comparar, mas dá para perceber que ele poderia ter usado um pouco mais do seu talento como ator para dar um ar, uma vida e uma personalidade um pouco diferente a esse novo personagem do qual tantas pessoas esperavam para conhecer.
Já Katherine Waterson como Porpentina Goldstein acabou me incomodando depois que me deparei com uma lista da qual citava as personagens femininas mais fortes de 2016. Acabei me dando conta de que Porpentina deveria ter sido uma personagem feminina fortíssima e, na minha opinião, ela não foi; e isso por conta da atuação da atriz que não me agradou. As características que a levaram a essa lista são convincentes quando vemos na teoria. A mesma lutou para conseguir seu cargo de volta e nunca desistiu do mesmo. Mas, com Katherine a interpretando, não pude notar toda essa força e determinação. Não sei muito bem como explicar a sensação, mas posso descrever como “faltou alguma coisa”.
O assunto Johnny Depp posso deixar para discutir em um outro post individual, pois tenho certeza que me estenderia muito falando apenas do seu caso particular no filme e em outras situações. Mas, para resumir, foi uma situação broxante ver um dos personagens que eu estava mais ansiosa para conhecer nos filmes e também nos livros ser interpretado por um ator que eu tanto admirava e acabou se mostrando uma pessoa completamente diferente do que todos achávamos que era.
E então, com isso, chegamos ao fim das duras críticas que eu me senti obrigada a falar sobre. Mas, para não encerrar com esse clima de “não vale a pena assistir”, vamos a alguns detalhes que fizeram com que eu me apaixonasse por Animais Fantásticos e Onde Habitam.
Ezra Miller e sua MARAVILHOSA atuação como o personagem Credence; efeitos especiais magníficos; história e enredo super interessantes e empolgantes de se conhecer e assistir; um misto hiper gostoso de mistério, suspense, comédia, romance, aventura e ação; a possibilidade de ter contato com o mundo em que Harry Potter viveu durante oito filmes e sete livros através de novos pontos de vista; um novo e inovador contato com a mesma magia que já estávamos acostumados a ver; os animais fantásticos são MUITO fofinhos e REALMENTE fantásticos; e enfim, uma porta de entrada para uma sequência de filmes que promete ser ainda mais incrível que o primeiro.
Animais Fantásticos e Onde Habitam, apesar de conter esses pequenos defeitos dos quais comentei com vocês, é um filme maravilhoso e muito gostoso de assistir, mesmo se você não é um fã. É uma nova era de Harry Potter, e uma nova era que sinto muita alegria e orgulho de estar fazendo parte e acompanhando. Espero que com essa resenha vocês se sintam tentados a também fazer parte dessa experiência maravilhosa!


 Nota:

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do post! Se gostaram, deixem o curtir lá em cima a lado do título (não se esqueçam de confirmar) e comentem o que acharam!
Até mais!

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