24 de fev de 2017

Precisamos falar sobre Bruna e meritocracia


Olá pessoal, tudo bem? Hoje decidi fugir um pouco do tipo de postagem que costumo fazer aqui no blog para conversar sobre um assunto que tem me incomodado muito nas redes sociais ultimamente e a MINHA opinião a respeito.
Clique em continue lendo para saber mais.

Vocês conhecem a Bruna Sena? Se não conhecem, vou apresentá-la a vocês da maneira que eu e milhares de outras pessoas passaram a conhecê-la, através das redes sociais.
Bruna Sena é uma garota negra, pobre e estudante de escola pública que conseguiu a enorme conquista de ter passado em primeiro lugar no curso de medicina na faculdade pública de Ribeirão Preto, USP, que contém o vestibular mais concorrido e considerado pelos alunos um dos mais difíceis.
Como ficamos sabendo dessa incrível vitória? Bruna postou uma foto sua no Facebook, no tradicional estilo bixo de faculdade, pintada com tinta e com um enorme sorriso no rosto, com uma legenda provocadora que dizia: “A casa-grande surta quando a senzala vira médica”. A entrada dessa garota na faculdade não poderia ser melhor, não é?!


Pois então, por qual motivo estou escrevendo esse post e o que ele tem a ver com meritocracia? Bom, na verdade tem tudo a ver. INFELIZMENTE não estou escrevendo apenas para parabenizar Bruna pela sua vitória. Estou escrevendo também porque, obviamente, a sua conquista veio recheada de discursos e falas que não cabem na realidade em que vivemos.
Não sei se vocês sabem, mas essa temporada de resultados do ENEM, PROUNI e PRINCIPALMENTE SISU, é uma das piores para milhares de estudantes de escola pública. Por que? Vou fazer uma pequena lista para vocês.

1. Porque uma grande parte dos estudantes de escola pública se sentem inferiorizados, incapazes, inúteis e completamente infelizes com as suas notas. Eu não fiz uma pesquisa, não entrevistei quantos alunos de escola pública se sentem assim e não estudei cientificamente em cima desse assunto, mas não é necessário. Eu fui uma aluna de escola pública e eu sei a realidade de grande parte desses alunos. Eu acompanho as redes sociais e eu vejo a quantidade de pessoas se sentindo um lixo por não terem atingido uma boa pontuação no vestibular. Não é preciso um estudo aprofundado para perceber isso quando você está inserido nesse meio.
Vocês sabem por qual motivo eles se sentem assim? Porque o ensino em uma escola pública é horrível. E não, não digo isso para desvalorizar o ensino dos professores, não digo isso para dizer que eles não sabem dar aula e muito menos dizer que a culpa disso tudo é deles. Digo isso porque é verdade, e a responsabilidade cai para muitos lados, principalmente para o nosso governo.
Por que o ensino público é horrível? Porque a infraestrutura do ambiente em que os alunos estudam é precária. Não temos ventiladores que funcionem (mesmo vivendo em cidades onde o calor atinge 40 graus), não temos cadeiras confortáveis, não temos mesas estáveis (elas não param de balançar). Nós temos goteiras no teto, nós temos uma lousa que deveria ter sido deixada no passado há séculos, a famosa lousa de giz. Nós temos banheiros sem papel higiênico, sem sabonete, sem espelho, sem papel para enxugar a mão, sem cesto de lixo.
Porque falta material. Falta livro, falta dicionário, faltam materiais necessários para as aulas de artes, falta laboratório de ciências, falta atlas, falta laboratório de informática, falta material para se trabalhar nos mais diversos tipos de ensino.
Porque falta professor. Posso citar diversas matérias das quais fiquei sem professores por anos. Fiquei sem professor de português, fiquei sem professor de física, fiquei sem professor de química, fiquei sem professor de matemática, fiquei sem professor de geografia, fiquei sem professor de história. Falta professor satisfeito com seu salário e seu trabalho para dar uma aula didática e útil. Falta ensino e falta professor para ensinar.
Porque o ensino dado (quando consegue ser dado) aos alunos, não é suficiente e muito menos à altura do que um vestibular como ENEM e FUVEST pedem.
Porque o governo, o nosso querido governo, não investe o suficiente na educação pública.
É por todos esses motivos que muitas escolas públicas são provenientes de um ensino horrível. É por todos esses motivos e muitos outros que nós, alunos de escola pública, não conseguimos alcançar o patamar de informações e conteúdo que um vestibular pede. É por todos esses motivos e muitos outros que nós, alunos de escola pública, acabamos nos sentindo inferiores e incapazes de conseguir ingressar em uma faculdade quando temos acesso à nossas notas.
E esse é o primeiro e grande motivo dessa temporada de revelação de notas ser sempre um pesadelo. 

2. O segundo motivo é a pressão dos pais e da família em geral. Além da básica pressão que todos os estudantes são obrigados a sentir, como se sentir obrigado a ser um orgulho para a família, se sentir obrigado a ter que decidir toda a sua vida e todo o seu futuro em alguns anos ou meses e se sentir obrigado a mostrar que pode ser o melhor em tudo, existe a pressão específica dos pais que acreditam na meritocracia. Sim, infelizmente nosso país está repleto e recheado de pais que acreditam fielmente na meritocracia. Mas, o que é meritocracia?
Meritocracia é a ideia de que qualquer um é capaz de atingir qualquer feito em sua vida, se ele apenas se esforçar e se dedicar para isso. Não, para as pessoas que acreditam na meritocracia não importa se você nasceu na favela, negro e estudou a vida toda em uma escola pública e mesmo assim vai ter que competir com pessoas brancas, de classe média ou alta, que estudaram a vida toda em escola particular, fazendo os mais diversos cursos para melhorar suas capacidades em certas atividades; para eles, as suas chances são exatamente as mesmas que alguém que teve todas as oportunidades que você nunca teve na sua vida, “BASTA VOCÊ QUERER, SE DEDICAR E SE ESFORÇAR”.
Pois é, muitos pais acreditam nisso. E é por isso que a pressão é ainda maior. Porque você, aluno de escola pública, está ciente de que as suas chances são infinitamente menores que a de outras pessoas em situação de vida e ensino melhor que a sua, mesmo que você se esforce e dê o máximo de si, mas os seus pais não estão cientes.
Se você não passar nisso, filho, significa que você não se esforçou e não estudou o suficiente para isso. Se você não passar nisso, filho, significa que você tem que cortar suas redes sociais, sua internet, seus hobbies, e enfim, sua vida, para que você possa finalmente dar algum orgulho à sua família. Se você não passar nisso, filho, significa que você precisa estudar 15 horas por dia. Se você não passar nisso, filho, significa que você é um lixo.
Não, não é necessário dizer exatamente essas palavras para que elas possam ser entendidas exatamente com o sentido das que eu acabei de escrever, basta você dizer “você precisa se esforçar mais” ou “fulano estudou 15 horas por dia e desistiu de sair nos fins de semana, o que você fez? ”. Qualquer comentário como esse é mais do que suficiente para que o seu discurso carregado de ideias da falsa meritocracia seja despejado em cima do seu filho, fazendo-o se sentir não muito melhor do que um pedaço de merda no meio da calçada.
E esse é o segundo e grande motivo dessa temporada de revelação de notas ser sempre um pesadelo.

3. Resultados como o da Bruna, apesar de ser uma extrema alegria, também pode ser o fim e a tristeza para outros. Não que essas pessoas estejam sendo malvadas com ela ou que desejem o mal dela (apesar de, infelizmente, existirem pessoas assim), mas esse tipo de resultado, que acontece praticamente todos os anos, serve para que as pessoas os usem como um exemplo de como você não deu o melhor de si para conseguir o mesmo resultado que fulano.
Estudante passa em 9 faculdades federais de medicina após desativar todas as suas redes sociais por um ano e estudar 15 horas por dia. Estudante que mora no Acre passa em 5 faculdades de medicina estudando 12 horas por dia, e sem recurso algum. Bruna passa em primeiro lugar no curso de medicina da USP, sendo negra e estudante de escola pública. Esses deveriam ser exemplos usados apenas em situações boas, mas infelizmente não é o que eu estou fazendo aqui. Estou sendo obrigada a utilizar esses exemplos em uma situação ruim, porque as pessoas as tornam situações ruins, PARA OUTRAS PESSOAS.
Vocês têm ideia dos comentários que surgem depois que uma notícia dessa tem repercussão? Vocês têm ideia do quanto esses comentários destroem a autoestima de um aluno de escola pública que nunca teve oportunidades suficientes para conseguir uma nota relativamente boa, mas mesmo assim se esforçou e deu o máximo de si em tudo que fez, e MESMO ASSIM é obrigado a ouvir de todas as formas possíveis que ele só não conseguiu porque simplesmente não se esforçou o suficiente?
Os comentários que surgem com essas notícias são destruidores para muitos estudantes de escola pública. Afinal, mesmo que eles saibam no fundo que deram o máximo de si, ninguém acredita que eles deram o máximo de si. Afinal, se tivessem, teriam passado, não? Essa é a lógica deles.
E esse é o terceiro e último motivo dessa temporada de revelação de notas ser sempre um pesadelo.

Eu poderia citar motivos e exemplos aqui para sempre para dizer o porquê que esse tempo de revelação de notas nos vestibulares é SEMPRE um pesadelo. Afinal, já faz quase dois anos que terminei o ensino médio e ainda me sinto obrigada a escrever um texto como esse no meu blog para desabafar o ódio que tenho sentido durante esse começo de ano. Vocês conseguem imaginar como é para um aluno que queria acabar o ensino médio e já ter sua vaga garantida na faculdade? Mil vezes pior.
Mas, de qualquer forma, agora que vocês entenderam (ou apenas leram) os três principais motivos de uma grande parte de estudantes de escola pública odiarem essa época de vestibular, vamos a um ponto do texto que provavelmente já está pipocando comentários, discussões, xingamentos e muitas outras coisas relacionadas, na cabeça das pessoas que ainda acreditam fielmente na meritocracia.
Quero começar esse ponto com uma parte específica de uma entrevista que a Bruna deu para uma revista (que você pode encontrar inteira clicando aqui):

Alguns comentários nas redes sociais dizem que você conseguiu porque se esforçou muito e que isso basta para que todos consigam. Qual sua opinião sobre isso?
A meritocracia é uma falácia. Eu consegui porque tive ajuda. Não dá para igualar as pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades. Eu me esforcei muito, sim, mas não consegui só por causa disso, eu tive muito apoio. E é isso que a gente tem que dá para quem não tem oportunidade. A gente perde muitos gênios por aí, inclusive nas favelas porque não podem estudar. E eu fiquei com muito medo de que minha postagem servisse de argumento para a meritocracia. E eu vi comentários que se baseavam nisso. Mas eu sabia que ia acontecer. Eu quero frisar bem que a questão importante é a oportunidade. Eu consegui porque tive oportunidade. Eu tenho visto minha história como apoio à meritocracia e fico muito triste com isso. ”

Eu poderia acabar meu texto aqui, com esse discurso incrível e verdadeiro DA PRÓPRIA BRUNA QUE PASSOU EM PRIMEIRO LUGAR NO CURSO DE MEDICINA DA USP DE RIBEIRÃO PRETO, mas infelizmente, por experiência própria, eu já percebi que isso não foi suficiente para que as pessoas entendessem o que ela quis dizer.
Por isso, vou simular alguns dos comentários que poderiam e podem surgir com a publicação desse meu post, e vou respondê-los antes que vocês tenham a chance de comentá-los aqui.

  • “Eu fui de escola pública e passei em faculdade federal sem nem mesmo ter cotas. Várias outras pessoas da minha escola também passaram. ”
Sim, é claro que tem que ter. Tem que ter o famoso comentário que se baseia na sua experiência própria e na experiência das pessoas perto do mesmo para falar de uma realidade de um Brasil inteiro. Mas, Amanda, você não está fazendo exatamente o mesmo se baseando na sua experiência e na experiência de pessoas perto de você para fazer esse texto? ” Sim, claro. Mas, eu não sei onde você esteve durante todo esse tempo, mas as redes sociais são um belo recuso para se aproximar de movimentos feministas, raciais e principalmente sociais. Não sei onde você esteve quando diversas páginas de humor sobre vestibular, faculdade e escola se pronunciaram no Facebook compartilhando fotos com a mensagem “VOCÊ NÃO É ESSA NOTA”, simbolizando o fato de que a capacidade e a inteligência dos alunos que não conseguiram atingir a nota necessária para passar em um vestibular não é menor ou inexistente por causa disso. Não sei o que você anda fazendo, mas é isso que eu ando fazendo. Eu não me baseio apenas na minha experiência pessoal. Eu me baseio na realidade que eu vejo muitas vezes na televisão, mostrando a situação precária das escolas que as crianças estudam. Eu me baseio na realidade que vejo nos movimentos sociais na internet e nos depoimentos de outras pessoas PROFISSIONAIS no assunto. Eu me baseio em muito mais que apenas a minha escola pública e minha experiência pessoal. Não, esse texto não foi feito em cima de uma pesquisa científica, como já disse antes, mas com certeza não está sendo apenas baseado na minha vivência, como muitos comentários são.
Ok, parabéns pela sua conquista e a conquista de seus amigos, fico muito feliz por vocês. Mas, por que vocês acham que a realidade do negro pobre da favela é a mesma que a sua? Por que você acha que o ensino ainda é o mesmo que você presenciou (quando se trata de uma pessoa mais velha comentando)? Por que você acha que a sua escola pública é a mesma que outras escolas públicas? Por que você acha que pode comparar a sua situação com a de milhares de pessoas de escola pública que todos os anos não conseguem passar em um vestibular?
Cada um de nós possui vidas diferentes, realidades diferentes, OPORTUNIDADES diferentes. Se você usa o seu sucesso para justificar o “fracasso” dos outros, você está extremamente equivocado.

  • “A maioria das pessoas de escola pública não estão nem aí para o ensino. Desrespeitam professores, não fazem tarefa, não prestam atenção na aula. É tudo um bando de aluno que não quer estudar e depois faz textão no Facebook justificando que não entrou em uma faculdade porque não teve oportunidades”
Não, eu não vou te desmentir na questão de que existem muitos alunos na escola pública que não querem estudar, que desrespeitam professores, não fazem tarefa e não prestam atenção na aula. Não vou te desmentir e dizer que são todos que se esforçam e todos que fazem o possível e o impossível para entrarem em uma faculdade. Essa não é a realidade. Só quem estudou em escola pública sabe o que é conviver com pessoas falando na última altura enquanto o professor tenta pela milésima vez fazer um aluno específico ou um grupo específico de alunos calar a boca para poder explicar a matéria, enquanto 20 minutos de aula já foram para o ralo. Só quem estudou em escola pública sabe a baderna que pode ser, as gritarias, as brigas, o desrespeito. Sim, existe tudo isso. Mas, que tal você parar para pensar que talvez uma parte desses comportamentos seja por problemas familiares? Seja pelo desconforto de estar em um lugar com uma estrutura tão horrível? Seja porque o professor já desistiu de tentar ensinar e já não liga mais para o que os alunos fazem em suas aulas? Seja porque ele já se sente burro e inútil o suficiente e sabe que não adianta se esforçar para aprender, porque ninguém mais acredita nele, nem mesmo ele próprio? Que tal você parar para ter um pouco de empatia e usar um pouco a sua lógica humana para entender que todo comportamento ruim tem um motivo, e que esse motivo precisa ser trabalhado e tratado?
E não, não são todos os alunos assim. Muitos se esforçam, mesmo em meio a tanta bagunça, tanto barulho, tanta falta de material, tanta falta de aulas e todos os problemas que já citei aqui. Muitos estudam horas e horas em casa, e nunca ninguém dá os devidos créditos a eles. Afinal, são alunos de escola pública, não é? Eles não QUEREM estudar.

  • “Reclamam de oportunidades, mas em muitas faculdades federais e públicas, 80% das vagas é reservada para os cotistas. Cotas são um privilégio que outras pessoas não têm. ”
O que isso importa? O que importa se 80% das vagas são reservadas para os cotistas? Vocês ainda conseguem ver qual é a maioria que estuda em faculdade federal e pública? Vocês conseguem enxergar que a maioria ainda persiste em ser alunos de escola particular? Vocês conseguem enxergar que reservar vagas para cotistas não muda o fato de que o ensino público ainda não forma alunos prontos para encarar um vestibular e entrar em uma faculdade sem pagar nada? Não né?
E vocês também conseguem enxergar que cotas NÃO SÃO E NUNCA SERÃO PRIVILÉGIOS? Privilégio seria se as pessoas que recebem as cotas tivessem EXATAMENTE as mesmas oportunidades que pessoas que estudaram a vida inteira em escolas particulares tiveram. Privilégio seria se todos saíssem da largada da corrida na mesma posição; mas nós não saímos.

  • “Então você acha que o esforço do aluno não é necessário? Que basta um ensino como o de uma escola particular e o aluno já está apto a ingressar em uma faculdade pública? ”
Não, eu não acho e NUNCA achei isso. O fato de eu achar a meritocracia, como diria nossa amiga Bruna, uma falácia, não significa que eu ache que as pessoas não devem se esforçar para conseguir o que querem e que isso não é importante para alcançar o sucesso. Eu nunca disse algo nem ao menos perto de ser parecido com isso, e é o que as pessoas interpretam quando falo sobre meritocracia. É... interpretação, né, meus caros?
O esforço individual de cada um é essencial para se alcançar o que deseja. Apenas estudar em escola particular e pagar milhares de cursos extras pode não ser suficiente para passar em uma faculdade pública, até mesmo quando você dá o máximo de si. Se um aluno de uma escola pública considerada ruim, não se esforça naquilo que ele pode e consegue se esforçar, realmente ele não conseguirá nada. É preciso TENTAR para poder RECLAMAR de não ter conseguido alguma coisa na vida.
Sim. O esforço, a dedicação, a persistência e os sacrifícios são importantes. Mas não é SÓ isso que vai definir o futuro da sua vida. O principal ponto que definirá o seu sucesso, NA GRANDIZÍSSIMA MAIORIA DAS VEZES, são as oportunidades que você terá ao longo da sua vida para alcançar esse tão almejado sucesso.

Sinto que já é suficiente para entender o meu ponto de vista sobre esse assunto.
Concluindo tudo isso, esse texto foi uma forma de, primeiramente, parabenizar Bruna pela incrível e maravilhosa conquista, e dizer que: Bruna, se você estiver lendo isso, eu quero MUITO ser sua amiga, sua linda! E em segundo lugar, lembrar a todos que a experiência de Bruna não pode ser usada como argumentos de defesa para a meritocracia. A própria garota já disse em entrevista que fica triste ao ter seu rosto ou seu nome estampado nesse tipo de discurso. A situação de Bruna não se iguala a de todas as pessoas do Brasil, principalmente às de pessoas negras e às pessoas de escola pública. O que determina o teu sucesso, além do teu próprio esforço e determinação, é a oportunidade que tens.
Parem de colocar a exceção como se fosse a realidade de um país todo. E procurem onde está o problema. Lembrem-se de quem é o verdadeiro inimigo.


Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do post, apesar de ter sido muito mais um desabafo. Se gostaram, deixem o curtir lá em cima o lado do título (não se esqueçam de confirmar) e comentem o que acharam (Obs.: qualquer comentário que defenda a meritocracia e seja minimamente parecido com os comentários que critiquei aqui serão devidamente excluídos ou completamente ignorados; pois apesar de cada um ter o seu direito de se expressar, esse blog é meu).
Até mais!

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