27 de jan de 2016

Resenha/Livro: O Espadachim de Carvão


Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje trago a resenha de um livro em vídeo pela primeira vez! Yaaaayy!
O livro que resenhei é do Afonso Solano, O Espadachim de Carvão. E além da resenha em vídeo, irei acrescentar ao post minha opinião sobre a capa do livro e todas as fotos de todas as marcações que fiz ao longo da leitura.
Assista ao vídeo logo abaixo e clique em continue lendo para saber mais sobre a capa e as marcações: 



Capa
Apesar de achar uma capa sensacional, não acho que tenha retratado exatamente a imagem de Adapak. O autor o descreve como alguém forte, assim como é mostrado na capa, mas, ao mesmo tempo, dono de uma inocência rara. Gostaria que a capa transmitisse essa inocência que eu tanto admirei ao longo do livro. Entretanto, não chega a ser um fator que me faça deixar de gostar da ilustração; que é linda e muito atraente ao leitor por sinal! 



Marcações

"- Por que ele ia pro templo, então? 
- Porque assim como Dannum tem um pai autoritário que o força a ter aulas comigo hoje, Telalec tinha uma família que o forçava também. 
- Por quê? - a criança perguntou, ajeitando-se na pedra.
- Acho que é porque às vezes - o homem começou a responder, fazendo uma pausa enquanto pensava no resto da frase - os pais acham que vai ser mais fácil se derem um 'empurrãozinho' para que os filhos pensem da mesma maneira que eles... Eles não fazem isso por mal, entende? Quando temos uma filosofia de vida que sentimos que funciona bem para nós, é natural que desejemos o mesmo para alguém que gostamos, principalmente nossos filhos. O problema é que em grande parte das vezes, e isso digo como um sacerdote que já viu esse padrão dezenas de vezes, os filhos acabam desenvolvendo uma barreira contra aquela filosofia, pois estão sendo forçados a aprendê-la.
- Barreira?
- Sim, uma antipatia, quero dizer." 

"Aquele que sorri para todos é amigo de ninguém." 

"É como um artista que pinta um quadro; outra pessoa pode achá-lo feio, mas o artista sempre encontrará beleza ali." 

 "a tendência das pessoas inseguras é ferir ou afastar delas aquilo que não compreendem."

"A criança não compreendia aquele conceito de compaixão seletiva, onde determinados seres tinham direito à vida e outros não." 

"A distância entre nós e o que desejamos superar deve ser decidida por nós mesmos, e não somente pela natureza, você compreende?" 

"O amanhã é apenas uma página ainda não lida." 

"A mente às vezes parece querer nos sabotar, pensou." 

"No mundo real o cenário não favorece o herói" 

"- Quando somos crianças, nos é dito que o mundo é... ruim, sim - ele por fim disse, mantendo os olhos em um ponto fixo do tapete, como se acessasse um ponto denso da memória. - Mas conforme crescemos e o vivenciamos, aos poucos entendemos que o ruim não é puramente "ruim" e o bom não é puramente "bom". O bom e o ruim andam juntos, você tem que aceitar um para entender o outro.  
- Como assim?
- Quando um pequeno inseto, um formaggu, por exemplo, invade o território de outro para obter melhores recursos para sua colônia, ele está sendo "mau"? 
Adapak pensou um pouco.
- Acho que não - respondeu. 
- Por que não? 
- Porque todo ser vivo quer ficar... bem, vivo. Se alguma coisa o impede de fazer isso, se a colônia está com poucos recursos, seus membros colocarão sua integridade física à frente de outros seres vivos. É um instinto natural, não é "maldade".
- No entanto, sob a perspectiva do formaggu subjugado, seus irmãos são desmembrados vivos e seus filhotes arrastados para as profundezas da colônia invasora, onde uma rainha faminta sugará suas entranhas repletas de doce. 

Adapak estremeceu.

- Sim, mas... insetos não tem consciência. 
- Ah... exatamente... - falou Telalec, começando a caminhar pela margem da tapeçaria. - Eles não possuem consciência, mas também são deficientes de outra coisa que nós temos em abundância.
- O quê?
- Ganância - ele falou, tocando o toco esquerdo na têmpora. - Os formaggu interrompem o ataque uma vez que tenha o suficiente. Nós, não. Nós queremos mais. Sempre."

 "- É um mal comum dentre indivíduos frustrados forçar seus filhos a ser o que eles nunca foram, não importando o que os filhos queiram para si próprios."

"- No mundo lá fora, Filho de Enki' När, as moedas mudam a opinião das pessoas mais rápido que a palavra do maior dos sábios." 

"- Mas... isso é impossível. 
- E o simples ato de caminhar não o é, quando visto sob o olhar de um recém-nascido?" 

"Eles são realmente perfeitos, Telalec. 
- Nada é perfeito" 

"'Sugeri soluções é algo simples quando não se sabe muito sobre o problema'" 

"Na possibilidade, no 'e se...'. É aí que nossa imaginação embarca." 

"É fácil se tomar boas decisões quando não há mais opções." 

"- Uma decisão sensata. A sabedoria não está em se domar o poder, Adapak, mas na forma de utilizá-lo.  

"- Ser ridículo faz parte de ser mortal, Filho de Enki' När." 

"Para que servem as cicatrizes senão para nos lembrar que o passado é real?"

Nota:

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do vídeo! E se gostaram, deixem seu curtir lá em cima acima do título, comentem o que acharam e não se esqueçam de conhecer o canal e curtirem e comentarem lá também!
Até mais!

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