31 de ago de 2015

Resenha/Jogo: Until Dawn


Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje trago a resenha de um jogo recentemente lançado e exclusivo da Sony para o Playstation 4: Until Dawn. Antes de mais nada quero avisar que estou me baseando em gameplays de dois youtubers: Alan, do canal Electronic Desire GE e o canal SinxPlays. Não tenho como jogá-lo porque não tenho Playstation 4, mas já consigo ter uma opinião formada sobre o game assistindo-o, já que o jogo é focado na história e não na jogabilidade. Se quiser saber mais detalhes sobre a minha opinião, clique em continue lendo!

Sobre o jogo
Until Dawn é um game exclusivo do PlayStation 4 do qual tem como base o enredo de um filme de terror, onde um grupo de dez amigos – Sam, Mike, Jessica, Emily, Matt, Ashley, Chris, Josh e suas irmãs gêmeas Hannah e Beth – se reúne em um chalé em uma montanha na cidade de Blackwood Pines, Mount Washington para sua fuga anual de inverno no dia 02 de fevereiro de 2014. Durante a celebração, alguns deles decidem fazer uma brincadeira com Hannah, que tem uma paixão por Mike. Humilhada, Hannah corre para fora do chalé, adentrando a floresta. Beth, sua irmã, persegue Hannah, da qual a localiza chorando no meio de uma pequena clareira e tenta confortá-la. Então, elas ouvem um barulho violento executado a partir de um perseguidor invisível. Ambas correm, mas em um certo ponto se veem encurraladas na borda de um penhasco. Hannah escorrega e cai, agarrando Beth. Entretanto, não aguentando por muito tempo, ambas caem para a morte aparente, para nunca mais serem vistas novamente. Um ano depois, no aniversário de morte das irmãs, Josh convida seus amigos para mais uma reunião em homenagem a elas; e novamente, não estão sozinhos.
O jogo é composto por um sistema de escolhas, que vai desde grandes decisões até as pequenas, como ir para direita ou esquerda, seguir o caminho rápido ou seguro e etc. A ideia é que cada atitude mude o passo seguinte, como um Efeito Borboleta; ou seja, cada pequena atitude sua dentro do jogo pode mudar completamente o rumo da história e dos personagens em si. As ações do jogador determinarão quem sobrevive até o amanhecer. Para ter a história totalmente revelada, Until Dawn deverá ser jogado diversas vezes e com decisões alternadas. O game foi lançado no dia 25 de agosto de 2015.

Opinião sobre o jogo
Eu gosto de filmes de terror e não sei explicar o porquê. Juro que já tentei encontrar um motivo, mas realmente não tenho. Apenas gosto. E foi por esse motivo que desde o primeiro vídeo assistindo gameplay desse jogo, já me apaixonei.
Como já foi mencionado, o enredo gira em torno de um clima de terror. Um grupo de amigos reunido em um chalé na montanha enquanto um assassino os cerca, os persegue e tenta os matar. Tendo como base essa pequena sinopse, provavelmente você deve pensar: não pode ficar mais clichê que isso. E realmente, foi o que pensei no início.
Until Dawn é um jogo composto por personagens típicos adolescentes americanos que só pensam em se divertir e também composto por um enredo altamente clichê e previsível do qual faz o jogador imaginar exatamente o que acontecerá no final. Entretanto, apesar de tudo isso, devemos levar em conta que não se trata de um filme de terror onde as coisas são como são e nada pode ser mudado. O Efeito Borboleta introduzido no sistema de jogabilidade é realmente sério. Cada pequena escolha terá uma consequência, que pode ser tanto boa quanto ruim, mas que apenas o futuro irá dizer. A responsabilidade de suas escolhas pesa até mesmo nas escolhas mais fúteis, como escolher pular de um lugar alto ou descer pela escada, como escolher seguir o caminho seguro ou pegar um atalho. Pequenas decisões como essas também fazem a diferença nas consequências futuras, exatamente como a vida real funciona.



Utilizando-se desse artefato e muitos outros, o game é capaz de te deixar curioso e ansioso para descobrir o que aconteceu no passado, o que está acontecendo no presente e o que acontecerá no futuro, te fazendo criar milhares de teorias e te fazendo pensar sobre o destino dos personagens até o amanhecer. Portanto, pode até se tratar de um enredo clichê; mas de qualquer forma, os produtores souberam como deixar todos os gamers curiosos e empolgados pelo final da história.
Como parece óbvio, o foco do jogo não está em jogabilidade. A exploração e a atenção aos detalhes são essenciais para a construção dos fatos, portanto, a história é o que prevalece durante o game. Esperar que Until Dawn tenha tanta ação quanto um Far Cry ou um The Last of Us da vida é pura utopia, pois não há. Apertar os botões do controle em perseguições e simples interações, fazer as escolhas quando necessário e andar para explorar o local é o máximo que você fará enquanto o joga. Isso pode acabar se tornando um problema para as pessoas que esperavam poder jogar mais, mas em minha opinião, o que faz de um jogo ser incrível não são seus gráficos ou o quanto você joga, mas sim a história que o compõe. Uma história muito bem escrita e muito bem trabalhada resulta na falta de importância para o restante do game na minha opinião. Sendo assim, se eu tivesse a chance de jogá-lo, não veria problema em ter que apertar X ali e O aqui, desde que o desenrolar dos fatos conseguisse me prender o suficiente para esquecer todo o resto que compõe um jogo eletrônico.
Porém, apesar da falta de jogabilidade e a alta presença de história no jogo, temos também gráficos de cair o queixo. As expressões faciais, a riqueza de detalhes do cenário, dos personagens e todo o resto são de espantar qualquer um. Até podemos notar o reflexo nos óculos de um dos personagens, o que eu acho que é um fato que pode resumir o quanto os gráficos são bons e bem trabalhados. E além disso, temos também a construção na personalidade dos personagens – que achei algo bastante interessante e talvez um pouco original – onde suas ações afetarão também as relações de tal personagem com outro e também nas suas características pessoais. Ou seja, é explícito o trabalho muito bem feito dos produtores nos pequenos detalhes de tudo que cerca o jogo.
Por fim, tudo o que tenho a dizer desse jogo é que ele me agradou por muito tempo. Apesar de não ligar muito para gráficos, Until Dawn tem um trabalho incrivelmente espantoso nesse aspecto, o que faz com que se torne difícil de não se apaixonar pelo game logo de cara. A história é repleta de suspense, terror e personagens que, apesar de não me agradarem muito no início, no decorrer dos fatos fez com que eu gostasse de alguns deles de uma forma ou de outra. O Efeito Borboleta, do qual tem uma grande influência nos fatos seguintes, é um fator que me agrada muito em jogos, o que torna a experiência muito mais divertida ao fazer com que tenha um final diferente para cada jogador dependendo de suas escolhas. Entretanto, em um certo momento do game, a premissa principal muda um pouco de foco. É como se todo aquele clichê que esperávamos desde o início simplesmente desaparecesse do nada, fosse enterrado como se não fosse mais importante. Não foi como um plot twist, mas sim, como se os produtores tivessem enjoado da história principal e decidissem criar outra completamente diferente. Esse foi um dos fatores dos quais fizeram com que eu não gostasse 100% de Until Dawn.
Não é como se tivessem realmente enterrado toda a história do início e tivessem começado outra; tudo no jogo tem uma ligação. Porém, a revelação de alguns fatos fez com que todo o clima que carregávamos lá no início, com aquele suspense e terror, desaparecesse. Foi como um “cortador de clima”, foi como um “vamos estragar tudo colocando isso aqui e mudando o rumo de tudo”. Realmente não foi algo que me agradou, pois sinceramente todo o sentimento de medo que eu estava sentindo foi substituído por apenas ansiedade pelo final para finalmente acabar a série de gameplays. Geralmente, quando isso acontece comigo, significa que o jogo ficou ruim.
Em certos momentos, depois da tal revelação, eu até que comecei a aceitar que a introdução de tal fato fora até inteligente, interessante e legal, mas já estava feito: o clima havia sido cortado. Não era exatamente aquele rumo que eu esperava da história e talvez isso tenha me decepcionado mais do que o normal. Eu preferia que tivessem continuado com o clichê de filme de terror americano até o fim.
Enfim, apesar de tudo e todos os defeitos, Until Dawn conseguiu me agradar bastante. Me assustei, senti medo, senti curiosidade, senti ansiedade, senti raiva, senti tristeza, senti pena... Foi uma montanha-russa de emoções e certamente isso é um bom sinal ao se falar de jogos. O game é repleto de ação (apesar da pouca jogabilidade), os gráficos são incríveis, os detalhes são especiais e a história é criativa e carregada de boas intenções. Foi um jogo bom de ser assistido, e espero um dia poder falar que foi um jogo bom de ser jogado.

Spoilers
Pensei bastante antes de colocar essa parte da resenha, mas me senti na obrigação de colocá-la para poder explicar o que exatamente me deixou chateada em relação ao jogo, com mais detalhes.
Desde o início do jogo já se dá para ter uma ideia de que Josh é um possível assassino. É muito suspeito ver que o irmão das duas garotas que morreram no ano passado por causa da brincadeira de seus amigos, está chamando-os novamente para uma nova reunião, não acha? Pois é. Desde o início desconfiei do personagem e não me desapontei quando foi revelado que a intenção dele realmente era fazer com que eles passassem o mesmo que suas irmãs passaram. Entretanto, isso foi revelado cedo demais. Desde então comecei a desconfiar um pouco de que rumo a história tomaria. Não estava mais sendo o clichêzão que eu estava esperando. Agora eu precisava descobrir quem era realmente o assassino. E assim que descobri que wendigos eram os verdadeiros assassinos da montanha, me decepcionei; e muito.
É um pouco estranho que eu me decepcione, já que gosto bastante de fantasia e monstros. Entretanto, não era isso que eu queria que fosse inserido NESSE jogo. O que eu esperava era um plot twist e um assassino (humano de preferência) completamente aleatório e chocante. O que eu esperava era que o tal assassino continuasse com o “mini jogos mortais”, não necessariamente matando todos os personagens um de cada vez, mas para manter o clima de terror e medo que eu estava tendo quando eu pensava que seria isso que aconteceria.
Portanto, a introdução dos monstros, wendigos, na história como os assassinos, apesar de bem pensada, na minha opinião não coube dentro do contexto do qual os produtores iniciaram o jogo. Talvez se tivessem continuado com o tal clichê, tivesse se tornado um jogo com um final bem mais legal e mais empolgante do que realmente foi. 

Personagens
Temos dez personagens principais, como já foi citado: Sam, Mike, Jessica, Emily, Matt, Ashley, Chris, Josh e suas irmãs gêmeas Hannah e Beth. Além de dois personagens secundários: o analista e o homem misterioso. 
 Beth

Hannah









O Analista

O homem misterioso

De início odiei praticamente todos eles (com exceção de Beth e Sam que eram as mais neutras do grupo). Todos eles tinham uma personalidade babaca, daquele tipo que faz de tudo pela diversão sem nem se importar com o sentimento do próximo, daquele tipo que só pensa em sexo e... só. Não curto nem mesmo pessoas assim, quanto menos personagens dos quais espero serem pessoas melhores que as pessoas da vida real.
Entretanto, você se acostuma. Eles são assim, e a pessoa que jogará ou assistirá ao jogo será obrigada a se acostumar com isso. E como já citei em um post, a convivência leva você a gostar das pessoas.
Além da própria continuidade da história te levar a gostar um pouco mais de cada um dos personagens, a riqueza dos detalhes também te leva a isso. A personalidade e cada um e de como suas escolhas no decorrer do game afetam a eles é espantoso. A relação entre eles também te faz criar laços com algumas pessoas e gostar menos de outras. Não posso dizer que eles são tão profundos, tanto que o jogo todo dura apenas uma madrugada e não teria como criar uma história para cada um deles, mas mesmo assim, são bem trabalhados.
E é claro, um personagem é muito mais trabalhado do que todo o resto: Josh.
[Spoiler] Josh é um personagem problemático e certamente o mais interessante da história. O fato de terem feito com que sua identidade assassina fosse bem escondida daquela forma, de como fazem você se sentir como a pessoa tendo a consulta com o psicólogo quando na verdade era Josh, e de como a maior parte do jogo acontece por causa dele é realmente muito doido.
Não sei por quais motivos mas gosto bastante de histórias que têm personagens desse tipo: loucos, psicopatas e enfim, com algum tipo de problema emocional. Josh se tornou um dos meus preferidos por esse motivo. Não que eu ache certo o que ele fizera, pois realmente algumas de suas ações foram extremamente apelativas, mas entendo seus motivos e entendo por que o psicólogo é importante para a construção de sua personalidade no decorrer da história. [Fim do Spoiler]
Josh é um personagem extremamente importante para a construção do enredo, por mais que isso não fique totalmente claro.
Por fim, posso dizer que o decorrer do jogo fez com que eu criasse laços com personagens que eu achava que não iria. Não são personagens profundos com histórias totalmente elaboradas, mas são personagens bem trabalhados. Suas personalidades e características constroem também a história e as relações entre eles de um jeito forte e muito impressionante. E mesmo os que você acaba não gostando, tem grande interferência e importância no fim.
Os produtores fizeram um bom trabalho ao detalharem tanto essa parte do game, pois realmente fez diferença. 

Nota:

Então é isso pessoal. Espero que tenham gostado da resenha e espero que eu tenha despertado a curiosidade de vocês para assistirem ou jogarem Until Dawn. Apesar de certos detalhes não terem me agradado, certamente vale a pena conhecer. Para os fãs de Life Is Strange, essa é uma boa distração até o lançamento do EP 5 do game, já que o Efeito Borboleta é bastante parecido entre ambos os jogos.
Se você discorda, concorda ou simplesmente quer dar sua opinião sobre o jogo deixe nos comentários aqui embaixo para que possamos discutir. Se gostou do post, deixe seu curitr lá em cima, do lado do título do post!
Até mais!

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Um comentário:

  1. Já tem gameplay do jogo no youtube.com/channel/UCA3GZz8IDkI8I353zl1CIrg. Do Destemido. Muito bom!

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