13 de jul de 2015

Resenha/Filme: Cidades de Papel

Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho com a resenha de um filme que lançou recentemente e que todos nós estávamos esperando pela estreia: Cidades de Papel. Eu o assisti no dia 11 e gostaria de compartilhar com vocês tudo o que senti assistindo! Vamos lá? 







Lançamento: 9 de julho de 2015
Duração: 1h49min
Dirigido Por: Jake Schreier
Gênero: Aventura, Romance, Drama
Nacionalidade: EUA





Sinopse
A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

Opinião
Há algum tempo atrás escrevi um post sobre a minha opinião sobre o trailer do filme, quando foi lançado. Durante cada minuto do trailer eu pude sentir o quanto o filme seria fiel ao livro, e ao assisti-lo, não mudei de ideia.
O fato do filme ter sido supervisionado por John Green pode ter feito toda a diferença durante a filmagem, pois cada detalhe é bem contado como é no livro. É claro, sempre terá alguém crítico o suficiente para encontrar algum defeito, alguma cena que decidiram mudar ou algum detalhe que não decidiram acrescentar. Entretanto, em um apanhado geral, se tem uma palavra que descreva esse filme é: fiel. Pode até ser por esse motivo que eu tenha gostado tanto e a maioria não ter gostado nada.
Dei uma olhada na página do filme na rede social Filmow, e pude ver que a média do filme é de três estrelas. Isso me surpreendeu muito, pois o filme é realmente muito divertido, cativante e cheio de mistério. É claro que nada ali me surpreendeu por eu já ter lido o livro, mas de qualquer forma, eu acredito que o mistério tenha sido muito bem desenvolvido; tanto que minha irmã e meu namorado, que foram comigo ao cinema, adoraram o filme e ficaram ansiosos para descobrir onde estava Margot. Portanto, realmente, a nota que a maioria das pessoas que assistiram estão dando a esse filme talvez não seja tão justa, talvez tenha sido justamente por causa do final “chocante”, sem levar muito em consideração toda a diversão que o filme traz no decorrer da história.
Confesso que quando li o livro, tive muita raiva do final e o considerei muito ruim. Hoje, olhando com um pouco mais de crítica, vejo que minha nota de quatro estrelas pode até permanecer, mas por mil outros motivos, e não pelo final da história.
O livro inicia com muita ação e isso te deixa super empolgado pelo resto da história. Porém, o restante dele se passa em uma incrível monotonia, tornando-o muito fácil de dar uma nota ruim. Tiveram momentos em que eu ficava muito entediada e com vontade de parar, e só não parei porque queria descobrir o mistério de Margot. Foram características como essa que me levam a permanecer com a minha nota de quatro estrelas para o livro, mas não o seu final.
John Green, pelo que andei percebendo, não é o tipo de autor “felizes para sempre”. John Green pode ser considerado o tipo de autor que te mostra uma realidade, ás vezes divertida ou romântica, mas apenas a realidade. E na nossa realidade não somos “felizes para sempre”. Temos altos e baixos, despedidas e perdas. E é exatamente isso que o autor retrata em suas obras. Agora, analisando-o dessa maneira, não acho sua maneira de escrita ruim como eu achava antes. Ele apenas não é o estilo de livro que eu estou acostumada a ler e adorar.
Portanto, imagino que as notas tão baixas em relação a esse filme tenham sido por conta do final e por conta de algumas modificações feitas no decorrer da história. Pode ter sido pela escolha dos atores também e por vários outros detalhes que amantes de livros e de adaptações cinematográficas perfeitas levam em conta. Mas para mim, o filme teve um balanceamento perfeito entre diversão, trama, mistério, tristeza e vários outros sentimentos. É um daqueles poucos filmes que mostram a realidade de um adolescente de verdade, sem fantasiar e deixar todos acreditarem que é a melhor fase da nossa vida e que tudo é perfeito.
Tudo nesse filme me agradou. Mesmo em momentos que deviam ser tensos, os personagens conseguiam me fazer rir. E além disso, vários momentos que eu odiei ter lido no livro foram retirados ou melhorados, excluindo toda a monotonia que senti ao lê-lo e substituindo por diversão.
É claro, houveram alguns pequenos detalhes que eu gostaria que tivessem sido acrescentados ou que não tivessem modificado, mas no geral, não foram características que me impediram de dar uma boa nota para esse filme.
Eu me diverti muito com tudo! Com os personagens, o ambiente, o mistério, as piadas, os momentos... Tudo! É um filme agradável de se assistir. Um filme onde é meio estranho você conseguir encontrar algum defeito e dar uma nota ruim, na minha opinião. E como disse o próprio John Green: é bem melhor que o livro! 

Spoilers
O início do filme, assim como o início do livro, é uma das melhores partes do filme. Quando Margot chama Quentin para seu plano de vingança eu já me sinto animada. Cada detalhe do plano foi muito bem filmado, muito bem feito e muito fiel ao livro, como já mencionei. Eu adorei cada parte daquele momento, exceto por uma cena retirada que eu gostaria que tivessem acrescentado. A parte em que Margot e Q invadem o parque aquático também fazia parte da aventura e provavelmente não tomaria muito do tempo do filme. Não o deixaria muito mais longo e seria divertido também. Achei desnecessária a retirada dessa cena, mas nada que eu não consiga viver sem.
Em seguida, quando Margot some e deixa as pistas para Q seguir, é a parte em que excluíram a monotonia e acrescentaram a diversão. Os momentos em que Q e seus amigos invadem a loja de souvenires abandonada se tornaram muito mais legais do que realmente são na obra literária; o que me fez gostar ainda mais do filme, pois odiava cada cena passada naquele lugar durante minha leitura.
Quando os amigos finalmente descobrem onde Margot está e decidem ir à sua procura é o segundo momento mais divertido tanto do livro quanto no filme, o que com certeza me fez aumentar a nota que dei à adaptação. Cada momento é divertido, cada diálogo, cada frase que Bem soltava durante a viagem: tudo! Foi tudo tão bem produzido para se tornar tão divertido quanto o livro que realmente me animou. E é claro, não podemos esquecer: da aparição totalmente inútil de Ansel, mas tão legal de se ver!
E por fim, o que me fez hesitar na nota que dei ao filme: o final. Não, eu não vou contrariar a minha ideia, eu continuo achando o final justo e uma característica muito fraca para diminuir a nota final. Entretanto, modificaram um pouco as coisas entre o livro e o filme nesse final. Quando recebi a notícia de que o final seria alterado, imaginei que fariam com que Margot e Q ficassem juntos, o que eu não sabia se me animava ou me desapontava. Porém, não era desse final que estavam falando.
Assim que os amigos chegam na cidade de papel onde Margot possivelmente estaria, eles não a encontram, o que acaba criando um pequeno conflito entre os amigos e Q, que quer ficar e esperar para ver se Margot está realmente lá, enquanto os amigos querem voltar e aproveitar a noite do baile de formatura juntos.
Foi uma cena que não me agradou muito, pois fez com que Quentin se tornasse um pouco mais idiota do que realmente é. E além disso, quando ele encontra Margot e eles conversam, não consegui sentir o ódio que senti por ela enquanto lia o livro. Foi uma personagem realmente tanto faz, e não uma personagem digna de raiva eterna como achei que fosse ser (e que deveria ter sido).
Entretanto, a cena do baile, onde todos os amigos se reúnem novamente e aproveitam a noite de formatura é adorável e fez compensar toda a hesitação que senti na última cena com Margot.
Obviamente o filme tem alguns defeitos pra mim também, mas nenhum deles fez com que eu não o adorasse como de fato eu adorei. 

Personagens
Em minha opinião, a escolha dos atores foi perfeita para cada papel.
Em meu outro post, onde comentei sobre o que eu achava que estava por vir do filme quando lançaram o trailer, fiquei um pouco receosa com a escolha dos atores em seus respectivos papéis; e com certeza eu não poderia estar mais errada.
Quentin foi totalmente bem interpretado por Nat, assim como seus dois amigos foram bem interpretados por Justice (Radar) e Austin (Ben). Angela também fez um ótimo trabalho interpretando sua personagem Angela e Lacey me surpreendeu por se sair exatamente como imaginei que fosse no livro com a boa atuação de Halston, e que eu totalmente duvidei quando a vi atuando no trailer.
Cara, entretanto, não foi tudo o que eu pensei que seria interpretando Margot. Apesar de ter interpretado bem e ter passado perfeitamente a personalidade e todos os sentimentos da personagem para o seu público, eu esperava um pouco mais. Por ter sido escolhida por John Green e por não ser muito parecida com a personagem do livro, imaginei que sua atuação tivesse valido a pena arriscar, tivesse sido impecável e que surpreenderia a todos nós. Porém, foi mais como uma atuação “legal” e um pouco “tanto faz”.
Ben, interpretado por Austin, no entanto, foi o personagem que mais me surpreendeu no decorrer do filme. O ator soube transmitir um lado do personagem que eu não aceitava muito bem na leitura, de uma forma que eu consegui aceitar e me divertir durante o filme. Fez com que eu gostasse realmente dele e desse risada de tudo que ele fazia. Todas as características foram passadas para o público de uma forma tão perfeita que me fez mudar de opinião no primeiro momento em que o vi no filme. Certamente Ben foi o personagem que mais surpreendeu durante toda a história, e principalmente: o que todos mais amaram!
Para resumir, todos os atores interpretaram muito bem seus papéis e conseguiram transmitir toda a personalidade, os pensamentos e os sentimentos dos personagens para todos nós que os assistimos. Todos foram maravilhosos e merecem muitos aplausos!

Nota:

Então é isso pessoal! Espero que tenham gostado e espero que desfrutem desse filme de uma maneira positiva assim como eu desfrutei. Vale muito a pena assistir, acreditem.
Até mais!

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